sábado, 27 de novembro de 2010

PROPOSTAS PARA ITANHAÉM


“Aeroporto é ferramenta vital para o crescimento”, afirma Marco Aurélio

Futuro presidente da Câmara defende investimento continuado em infraestrutura

Com o objetivo de incentivar o debate em torno das possibilidades de crescimento do Município com base na exploração do pré-sal e das bacias gigantes de gás na região, o vereador Marco Aurélio (PTB) aponta o Aeroporto Estadual de Itanhaém como ferramenta vital para futuras ações governamentais nos próximos anos.

O vereador entende que o crescimento dos municípios da região tende a se consolidar na próxima década, em parte pelos investimentos ligados ao pré-sal.
“Contudo, os maiores bônus serão dos municípios que estiverem preparados, principalmente em infraestrutura de transportes e logística”.

Marco Aurélio afirma que neste quesito, Itanhaém se destaca porque possui um aeroporto estadual de médio porte, com uma vocação cada vez maior para operações de carga. “Vale ressaltar que o aeroporto já serve de forma bastante significativa na logística da Petrobras, no transporte de técnicos e engenheiros aos navios-plataforma ancorados na costa”.

Todos os investimentos futuros do governo municipal, segundo o vereador, devem reservar uma cota ao aeroporto e seu entorno. “Destacamos a recuperação da vicinal do Mambú, que passa em frente ao aeroporto, como um passo importante. Entendo que cabe ali também um projeto de complexo de cargas e terminais, além de reforço em iluminação noturna”.

Prestes a assumir a presidência da Câmara, em janeiro de 2011, o vereador defende desde já que o Legislativo adote uma agenda positiva, em que os debates sejam voltados à modernização e adequação das leis.
Segundo o parlamentar, o Executivo deu um passo importante ao instituir, há três anos, o Conselho Municipal do Meio Ambiente, além do esforço em aperfeiçoar a legislação ambiental.

“São medidas importantes, pois precisamos tomar cuidado com o desenvolvimento desenfreado, daquele tipo em que o ganho econômico passa por cima do bem estar e da qualidade de vida que tanto apreciamos em Itanhaém”.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

INFRAESTRUTURA




Nova estrada precisa entrar na pauta política da região, diz Zé Roberto

Ligação Parelheiros-Itanhaém é relembrada

Com o trânsito caótico no litoral sul em feriados, a ampliação do fluxo de turistas e os avanços nas descobertas de gás e petróleo na Bacia de Santos, o empresário José Roberto Pereira do Nascimento está sugerindo ao poder público da região a retomada do debate sobre a construção de uma estrada que ligue Parelheiros, zona sudoeste de São Paulo, a Itanhaém. Defensor do projeto, Zé Roberto alega que parte da rota existe há mais de quarenta anos, na região do Gaivota. “É a chamada estrada do Rio Preto, que sai da rodovia Padre Manuel da Nóbrega e se estende até a zona rural onde, seguindo várias e antigas trilhas, pode-se chegar a Parelheiros”.
A proposta, segundo o empresário, visa garantir a ligação entre o litoral sul e o planalto em 30 minutos. “Entendo que o litoral sul vai ter grande desenvolvimento na próxima década e a infraestrutura deve ser colocada como prioridade dos prefeitos”, argumentou Zé Roberto, enfatizando ainda que no último final de semana o que se viu na rodovia, na região de Mongaguá e Praia Grande, foi um suplicio imposto aos turistas que visitaram a Cidade. “Uma nova estrada é importante desafogar o trânsito na temporada, além de servir para o escoamento da produção da crescente economia rural”.
A idéia da estrada não é nova. Foi proposta pela primeira vez em 1979, quando o Estado era governado por Paulo Maluf. Em 1994, através de iniciativa do então deputado estadual Erasmo Dias, que foi autor do projeto de lei 560, a proposta foi transformada na lei estadual 9.851, de 24 de novembro de 1997, que autoriza o processo licitatório para construção da estrada. O argumento principal é que todas as regiões da capital têm estradas que ligam para o interior, a Baixada e outros Estados, menos no setor sudoeste, que não possui nenhuma ligação com o litoral.

Frases



ELOGIO
“O turista gosta de aliar belos passeios e visuais deslumbrantes a momentos de lazer e boas refeições, principalmente da culinária regional”.
Eliseu Braga Chagas, presidente da Associação Comercial, sobre o Festival Gastronômico de Itanhaém

Twitter

HÁ 13 ANOS


• Circulava o Fatos n. 64, em 08 de novembro de 1997, trazendo notícias, informações e prestação de serviços. Algumas das principais manchetes daquela edição:
- “Concurso: Primeira semana teve só mil inscritos”
- “Votação do orçamento vai para o 2o turno na Câmara”
- “Pintor itanhaense Emidio de Souza é homenageado em SP”
- “Aumento dos juros provoca queda na venda de veículos”
- “Começa hoje em Mongaguá a Festa da Picanha na Banana”
- “CNBB debate Educação e Emprego”
- “Editorial enfoca a necessidade de se planejar o desenvolvimento da Cidade”
- “Em artigo na página 2, o prefeito João Carrasco debate a polêmica da revisão da Planta Genérica de Valores e afirma que o IPTU não aumentou, como propagam algumas lideranças”
- “Na Carta do Leitor, o ponto de vista de Ricardo Baena Rossmann”
- “Crise na Câmara: Luiz Barbosa é eleito “de novo” - processo sucessório foi conturbado e envolveu até liminar na Justiça. Barbosa foi eleito após mudança no Regimento Interno. Depois de contestações, foi definida outra eleição, com nova vitória do vereador.
- “Mário Bola Sete é eleito presidente da Liga das Escolas de Samba”
- “Reportagem especial mostra as carências e expectativas dos bairros da região da CESP”
- “Turbulência no mercado financeiro não abala otimismo dos supermercados”
- “Pescadores aguardam urbanização da Prainha”
- “Sabesp refuta denúncias de perigo de rompimento das duas caixas d´água do Morro do Cibratel. Denúncia foi protocolada pelo ex-vereador Cláudio Oliva”

ESPORTES
- “Paulo Trito disputa Campeonato Sulamericano de Halterofilismo”

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Entrevista




“A missão do CAMP é formar cidadãos”

O presidente do Circulo de Amigos do Menor Patrulheiro de Itanhaém, João Rossmann, fala sobre os projetos atuais da instituição

Uma das instituições mais representativas e tradicionais de Itanhaém, o Circulo de Amigos do Menor Patrulheiro de Itanhaém (CAMP), comemora 44 anos de atividades com novos projetos e parceiros. Quem narra este momento importante pelo qual passa a entidade é o presidente do Conselho Gestor, João Carlos Rossmann, empresário, vereador e no comando do CAMP há 21 anos. Segundo ele, o crescimento econômico pode abrir novas vagas para serem preenchidas pelos menores aprendizes.


Qual a importância do CAMP para a sociedade?
João Carlos Rossmann: “É uma instituição que há 44 anos tem a missão de formar cidadãos. Vem contribuindo valorosamente no crescimento da Cidade nas últimas quatro décadas e principalmente oferecendo a oportunidade do primeiro emprego a milhares de jovens”.

Em números, quantos adolescentes já passaram pelo CAMP?
“Desde 1989, quando assumi a presidência, já chegamos a 10.000 aprendizes. Os números de antes desse período não temos. Certamente, foram milhares de jovens”.

Quando o sr. diz “formar cidadãos”, de que forma isso funciona na prática?
“Em primeiro lugar, a própria oportunidade de trabalho, que é um exercício da cidadania. Aprendendo a ganhar um salário mensal em troca de trabalho, os adolescentes amadurecem mais rápido, entendem melhor o mundo em que vivem, aprendem a trabalhar em equipe, exercem o respeito mútuo e passam a ser mais participativos em suas residências, na escola e no convívio social”.

Como os adolescentes são treinados?
“O treinamento começa no instante em que ele é aprovado no processo seletivo. Ele faz um curso de 400 horas, o que dá cinco meses de aulas de informática, noções de contabilidade, administração, marketing e RH. Também oferecemos atividades extras, como aulas de judô, programas turísticos e de lazer, que é uma parceria que temos com o cinema da cidade”.

Quantos processos seletivos acontecem por ano?
“São dois, o primeiro em janeiro e o segundo em julho. No último, recebemos 800 inscrições para 50 vagas em aberto. Sendo que 50% dessas vagas são reservadas a jovens de famílias inscritas no programa federal Bolsa Família e no programa estadual Renda Cidadã. Eles também fazem uma prova. Para se inscrever no próximo processo seletivo é preciso já ter concluído a 8ª série e ter idade entre 14 anos e meio a 15 anos e meio. Os aprovados passam pelo treinamento, são encaminhados às empresas de acordo com a demanda. Ficam conosco por dois anos”.

Depois que saem do CAMP, o que eles fazem da vida?
“A maioria é contratada pela própria firma, afinal o empresário tem ali uma mão de obra já treinada por ele mesmo e um profissional exemplar, como todos os que passam pelo CAMP”.

Quais ex-aprendizes se destacaram na sociedade?
“Temos inúmeros. O próprio presidente da Associação Comercial, Eliseu Braga Chagas, já foi aprendiz, ou guardinha, como se diz popularmente. São muitos exemplos, como o do juiz federal Dr. Edivaldo Gomes dos Santos, pai do vereador Marco Aurélio, que foi guardinha também”.

Nossos jovens e adolescentes estão no foco da Polícia Militar, que propõe o chamado “toque de recolher”. Qual a sua opinião sobre esta discussão?
“Sou contra porque estamos numa cidade litorânea, de lazer e recreio. Não acho a idéia válida. A questão é: onde está o problema? Quem deveria policiar esses jovens que fazem algazarras nas madrugadas? Parece que estão desviando o foco do problema”.

Quais são as parcerias mais importantes do CAMP atualmente?
“Temos diversas parcerias, sendo algumas de destaque, como a firmada com o Instituto HSBC, chamada Construindo o Caminho, que repassou R$ 61 mil para serem aplicados na formação de 200 aprendizes entre 2010 e 2011. É uma parceria que queremos estender e que começou graças a um ex-guardinha, que hoje é gerente em Santos e fez todos os esforços para que nosso projeto fosse aprovado junto à matriz do HSBC”.

Qual empresa ou órgão utiliza mais os serviços dos aprendizes?
“A Prefeitura, que utiliza 55 aprendizes em seus quadros. O comércio, de modo geral, também requisita guardinhas com freqüência. Hoje temos 217 aprendizes no mercado de trabalho e mais 50 jovens que estão fazendo o curso. Ressalte-se apenas as exigências da legislação na atuação de um aprendiz, que não pode exercer atividades insalubres, trabalhar em balcão de bar ou ambientes de risco”.

Qual a possibilidade de se ampliar o número atual de aprendizes?
“Depende apenas do comércio e dos empresários de Itanhaém. Temos 217 aprendizes trabalhando porque essa é a demanda atual. Quanto mais empresários se dispuserem a contratar aprendizes, nós vamos abrir mais vagas nos próximos processos seletivos”.

Quais são os planos futuros do CAMP?
“A proposta é sempre continuar crescendo e servindo ao Município. Para isso, almejamos ter uma sede própria. Já temos o projeto pronto. Será um prédio de 579m2, com espaço de lazer, esportes e treinamento. Estamos em busca de uma área e viabilizando os recursos através de convênio com o Poder Público”.
A parceria mais recente do CAMP é com a Associação Comercial. O objetivo é aproximar a instituição dos lojistas?
“Isso mesmo. Através de sua diretoria, a ACAI abriu as portas, inclusive passando a divulgar as nossas ações em seu boletim mensal. É uma parceria saudável porque queremos que mais comerciantes e lojistas contratem aprendizes. Além do mais, ter a ACAI como parceira é um motivo de orgulho, já que a entidade ocupa atualmente uma posição de respeito e destaque dentro do Município, liderando verdadeiramente a classe empresarial”.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Uma agenda positiva

A sociedade itanhaense está entendendo que é importante reforçar os debates em cima da legislação municipal

O mundo se movimenta, se transforma e este dinamismo mexe com o dia a dia das pessoas. Numa cidade, nem tudo vai ficar igual para sempre. O progresso ou o empobrecimento econômico, guardadas as devidas proporções, em tudo representam mudanças. Por isso as leis precisam, vez por outra, passar por uma leitura, análise e eventualmente, adequação.

Temos observado que, a despeito dos problemas costumeiros que a Cidade enfrenta, o Governo Municipal tem dedicado parte do expediente ao exame minucioso da legislação. Tem em seu corpo técnico o voluntarioso Renato Lancelloti, reconhecidamente um gigante das leis.
A mesma disposição se observa no Legislativo, mesmo cada vereador tendo um dia a dia agitado, atendendo a dezenas de eleitores no gabinete, nas ruas, mercado ou na padaria. A maioria é mesmo pedidos pessoais, o chamado “varejinho”. Mas a pauta das sessões da Câmara, desde 2009, tem guardado espaço para as propostas de adequação das leis.

Quem gosta de fazer isso com muita propriedade é o vereador Marco Aurélio, agora eleito para a presidência da Câmara. Tem um calhamaço de leis em sua pasta. Lê tudo com muita atenção e está sempre se consultando com seus companheiros advogados a respeito de adaptações, observando os preceitos constitucionais para propor as necessárias mudanças na legislação.

Na esfera privada, a Associação Comercial tem absorvido algumas reivindicações do empresariado a respeito da atualização de importantes leis mercantis. Esse expediente é gerenciado pelo professor André Olímpio Castro, um homem de rara inteligência e que presta, generosamente, grandes serviços para a municipalidade.

Como ele, diversos empresários, estudantes e lideranças por vezes, relatam que entram costumeiramente nos sites oficiais para ler e entender porque certas situações em Itanhaém são de um jeito e não de outro, quem votou, quem aprovou e quem promulgou.

Há duas semanas, o assunto em voga era a planta genérica de valores, ou o conjunto de regras que estipula o valor venal dos imóveis. Haveria mesmo reclamações contra eventuais aumentos no imposto predial e territorial. Como haverá quem fique “na moita” quando receber o carnê com um imposto menor que o atual. Porque revisão não quer dizer que todos os imóveis terão seus impostos aumentados.

O debate sadio destes assuntos é fundamental. Seja aqui nas páginas do FATOS ou na internet, onde os blogs fazem mais sucesso do que nunca em Itanhaém. O que não se pode é proibir o debate. Ou fugir dele. Vem aí mais uma eleição municipal e tudo, tudo mesmo, precisa ser debatido com e pelos diversos setores que representam a população jovem, adulta, idosa, enfim, todos os itanhaenses.
Porque para construir uma cidade melhor “é melhor” que isso seja feito com a participação de todos.

sábado, 20 de novembro de 2010

Coluna Política ANDRÉ CALDAS - a mais comentada da Cidade

Agora sim (e com aval)
O que todo mundo comentava nos bastidores agora virou realidade. O presidente eleito da Câmara, Marco Aurélio, anunciou oficialmente sua pré-candidatura a prefeito para 2012.
• Em pelo menos três encontros nesta semana, Marco deixou clara a sua intenção. Primeiro, em um café a portas fechadas com seis vereadores, que apoiaram categoricamente seu objetivo. Depois, reuniu-se com o empresário José Carlos Mucci e, na sequência, com o ex-prefeito Jaime Carrasco.

Diferenças políticas
O jornalista Almir Garcia confirma a história contada (e que alguns consideravam lenda) de que se recusou publicamente a cumprimentar o senador Romeu Tuma quando este visitou Itanhaém.
• O encontro ocorreu no Gabinete do governo João Carrasco (1997/2000). Na ocasião, Almir era o diretor de Imprensa da Prefeitura. E Tuma ficou com a mão balançando no ar.
• Era questão antiga. Nos anos 70, Tuma era o xerife que caçava comunistas. Almir trabalhava no Estadão e era meio “de esquerda”.
• O senador Tuma faleceu no último dia 26, aos 79 anos.

Crescimento
A Fiat Salomão inaugura em janeiro a sua nova filial: em Mongaguá.

Mais um
Na praça, um novo partido: o Partido da Pátria Livre, inclusive já está bem articulado em Santos.

Faltam vagas
As empreiteiras que trabalham para a Usiminas de Cubatão estão trazendo seus operários para dormirem nas pousadas de Itanhaém. O problema surge nos finais de semana, quando descem os turistas. Aí faltam vagas.

Luz e água encanada
A Prefeitura está oficiando a SPU (Secretaria de Patrimônio da União) para garantir o domínio da área que abriga a antiga estação ferroviária do Centro.
• Com isso, poderá investir recursos provenientes de emenda parlamentar para a devida reforma. Também vai urbanizar o local da praça de alimentação que funciona ali nos finais de semana.
• A iniciativa foi do vereador Marco Aurélio (PTB).

Mansões
A observação de que muitos dos comerciantes e empresários de Itanhaém moram no condomínio Bouganvillé, em Peruíbe, faz lembrar o fato de que, nos anos 50, os barões da banana exploravam Itanhaém mas tinham suas riquezas aplicadas em imóveis no Gonzaga e na Ponta da Praia, em Santos, onde moravam.
• Só passavam por aqui para recolher a “féria”.

Drogas, ervas e afins
Devem ficar mais atentos os pais que têm filhos estudando no período noturno das escolas estaduais em Itanhaém. Pollastrini e Calixto são pontos preferidos de consumo de drogas, vandalismo e muitos casos de “bullying”, que é assédio moral e agressão física por parte dos valentões.
• Atenta, a Câmara já aprovou um pedido do vereador Cícero Kakulé, obrigando que seja afixada nessas escolas placa com os números dos telefones do Conselho Tutelar e do Disque-Denúncia.

População
Encerrados os trabalhos de campo do IBGE, a Prefeitura esperava que Itanhaém superasse a casa dos 100.000 habitantes. Mas ficou em 85 mil.
• Isso vai desfavorecer a cidade na hora do repasse de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), atualmente, uma grande fonte de receita.
• Se fosse considerada também a população flutuante (300 mil no pico do verão), aí a justiça seria feita, de verdade.

Ainda sem decisão
Reina um impasse entre o Poder Público e a Igreja a respeito da transferência ou não da Casa Paroquial para área “mais residencial”.

verdes
Em véspera de eleições municipais, ninguém quer se filiar ao PV porque, alegam, o partido muda de comando mais que o clima no outono.
• Contudo, com a eleição de um deputado ligado à região, Pastor Roberto Lucena, tudo indica uma garantia a quem se filiar: terá mesmo legenda para concorrer em 2012.

Movimentos
Diz que está todo mundo de olho nas movimentações do ex-prefeito Jaime Carrasco.
• Articulando atualmente no PMDB, Jaimão alimenta os comentários de uma uma possível candidatura em 2012.
• É esperar saírem as primeiras pesquisas eleitorais, a partir de março.
• Jaime, que sonha em ter o PT na vice, elogia também a pré-candidatura do vereador Marco Aurélio, com quem guarda grande afinidade política.

Limpo e asseado
A manutenção do Cemitério do Centro é constante. E recebeu maior atenção do dinâmico Dirceu Rosa na semana que antecedeu o Dia de Finados, com nova decoração frontal, pintura e limpeza. Quem passou por lá no dia 2 aprovou.

EM FOCO: Rogélio Salceda, vereador de Itanhaém pelo PR
- No final deste ano, os servidores municipais ligados à rede de ensino terão direito a receber um abono, chamado de 14o salário, medida que teve como um dos defensores em plenário o vereador Rogélio Salceda.
Qual o valor do abono?
“É o valor de um salário normal. Nada mais justo, já que houve sobra do repasse do Fundeb e esses recursos devem mesmo ser utilizados para pagamento de salários dos professores”.
Quando vai ser pago?
“Provavelmente no final de dezembro. É um recurso do Fundeb que precisa ser utilizado ainda em 2010. Caso contrário, deve ser devolvido à União”.
Qual a sua avaliação desta medida?
“Parabenizo o Governo Municipal pela possibilidade de recompensar os esforços dos professores que, entendo, se dedicam a oferecer o melhor de si aos alunos da rede pública municipal. Inclusive, Itanhaém teve uma avaliação positiva em recente exame nacional de rendimento escolar”.

Notas diárias da política local no twitter.com/jornalfatos

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Metas

O deputado estadual reeleito Bruno Covas, que teve 1867 votos em Itanhaém agora em outubro, articula sua candidatura à presidência da Assembléia. Também trabalha nos bastidores para o candidato do PSDB à Prefeitura de SP em 2012, sem criar problemas com José Serra e Aloísio Nunes, que também são citados como pré-candidatos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Debate sadio

Porque para construir uma cidade melhor “é melhor” que isso seja feito com a participação de todos.

Observação

Torna-se cada vez mais improvável a candidatura da ex-vereadora Josiane Arrivabene à Prefeitura em 2012.
• O PPS observa o cenário político e avalia que o melhor seria garantir uma cadeira na Câmara, algo tido como certo para a combativa política, que se candidatou a prefeita em 2000, 2004 e 2008. Resta saber para onde migrarão os quase 10.000 votos que Josiane obteve em 2008.

Aeroporto

Nos debates acerca da importância do aeroporto, já está definido que no caso de precisar de área para ampliação, as áreas cedidas para dois campos de futebol em frente ao aeroporto serão retomadas pela Prefeitura. As áreas foram cedidas em caráter precário e podem ser retomadas a qualquer momento, dependendo da necessidade do Município.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sociedade organizada

Quando a população começa a se agrupar em associações comunitárias, culturais ou sociais, a Cidade ganha mais civismo, cidadania e respeito

ANDRÉ CALDAS

A organização social é uma das razões da evolução da civilização humana. Desde os primórdios, lá na Grécia antiga, o agrupamento de gente sempre foi a chave para a tomada de importantes decisões que impulsionaram e favoreceram o desenvolvimento. Pode ser uma pequena cooperativa de catadores de latinhas, uma modesta colônia de pescadores, um grupo em defesa do rio, das praias ou qualquer outra associação de pessoas em busca do bem comum. São voluntários e voluntariosos, porque dividem o tempo profissional e pessoal com atividades não-remuneradas e, muitas vezes, enfrentando a indiferença da maior parte da população, que não sabe ou ignora a atuação daquele grupo.

É nas cidades em desenvolvimento que a organização social se torna ainda mais importante. No caso da nossa Cidade, ainda em processo de crescimento, o fortalecimento das entidades sociais pode ser a chave para o progresso. A participação das associações poderá ser mais efetiva nas discussões que virão pela frente. Itanhaém não tem mais como fugir dos grandes debates e da chocante pergunta: “Que futuro deixaremos para nossos filhos?”.

Foi por causa disso que a população vem se mobilizando nos últimos dias, principalmente nas mídias sociais, revelando seu ponto de vista em relação ao polêmico aumento do IPTU. Pois esta população, o Executivo, o Ministério Público, a Imprensa e, principalmente, a sociedade civil organizada, têm plena consciência de que o debate só começou. Aqui e ali, começam a surgir as primeiras questões a serem inseridas na pauta de discussões diárias de um povo que gosta de debater. Nas esquinas, cafés, bares e quiosques o expediente principal ultimamente é expressar a sua opinião. Que bom que existe essa consciência.

No compasso do crescimento, Itanhaém vai acabar esbarrando em dilemas históricos, daqueles difíceis de se administrar. É o caso da região central, cada vez mais espremida pelo crescimento de casas comerciais e do fluxo de veículos. Até que ponto podemos chamar de Centro Histórico uma região disforme, que alia a beleza colonial e arquitetônica da Igreja Matriz com as esfiharias orientais, aqueles galpões estilo porto de Santos e as famigeradas lojas de 1,99 que proliferam feito praga no seu entorno?

O Meio Ambiente também oferece toda a sua carga de responsabilidades. A luta pela preservação da natureza nativa em Itanhaém vai se desenhando com o cuidado de não travar a Cidade para o futuro. Teremos ou não teremos grandes edifícios? Onde permitiremos a construção de um parque industrial? Como ficarão os quiosques na beira da praia, quase dentro do mar, em alguns casos? E o nosso rio, que recebe diariamente grande quantidade de esgoto e detritos das populações ribeirinhas? De que forma as obras da Sabesp atenuarão essa triste realidade?

Neste momento, tudo o que Itanhaém precisa é de organização social. As associações precisam e devem ser fortalecidas. Mais do que isso, devem exercer o seu direito de questionar, levantar dúvidas e participar diretamente da elaboração dos projetos que determinarão o futuro do Município.